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A Era do Domínio Verde-Amarelo: 7 Curiosidades Insanas das Últimas 10 Edições da Libertadores

A Era do Domínio Verde-Amarelo

A Era do Domínio Verde-Amarelo: 7 Curiosidades Insanas das Últimas 10 Edições da Libertadores

A Copa Libertadores da América mudou drasticamente na última década. Se antes o torneio era marcado pela “catimba” argentina e por finais em dois jogos com estádios hostis, as últimas 10 edições testemunharam uma transformação financeira, estrutural e, acima de tudo, esportiva.

O que vimos foi a consolidação de uma hegemonia brasileira jamais vista na história, a implementação da polêmica (mas emocionante) Final Única e o surgimento de heróis improváveis que entraram para a eternidade.

Se você acha que sabe tudo sobre a “Glória Eterna”, prepare-se. Listamos as 7 curiosidades mais marcantes das últimas 10 edições da Libertadores que explicam por que o futebol sul-americano tem novos donos.

1. O “Muro” Brasileiro: A Maior Sequência de Títulos da História

Entre 2019 e 2023, a Libertadores virou praticamente uma “Copa do Brasil de Luxo”. Pela primeira vez na história, clubes de um mesmo país venceram cinco edições consecutivas (Flamengo em 19 e 22, Palmeiras em 20 e 21, Fluminense em 23). Essa sequência quebrou o antigo recorde dos argentinos na década de 60/70. O abismo financeiro entre o Brasil e o resto do continente criou uma era onde as semifinais frequentemente contam com três ou até quatro times brasileiros.

2. A Final que Cruzou o Oceano (2018)

A edição de 2018 entrou para a história pelo motivo mais bizarro possível: foi a única final de Libertadores disputada na Europa. Após o ataque ao ônibus do Boca Juniors antes do jogo de volta no Monumental de Núñez, a CONMEBOL tomou a decisão inédita de levar o Superclássico (River Plate x Boca Juniors) para o Santiago Bernabéu, em Madri. O River foi campeão, mas a imagem da taça da América sendo levantada na Espanha é uma das curiosidades mais surreais da década.

3. A Maldição e a Glória da “Final Única”

A partir de 2019, a CONMEBOL adotou o modelo europeu de final em jogo único e campo neutro. A estreia não poderia ter sido mais cinematográfica: Flamengo x River Plate em Lima. O jogo parecia perdido para os brasileiros até os 43 minutos do segundo tempo. Em três minutos, Gabigol virou o jogo, provando que o novo formato adiciona uma dose de drama e imprevisibilidade que os jogos de ida e volta, muitas vezes truncados, não tinham.

4. Os Heróis “Improváveis” do Palmeiras e Fluminense

As últimas edições provaram que nem sempre o craque do time decide.

  • 2020: O título do Palmeiras veio da cabeça de Breno Lopes, um jogador que havia chegado da Série B pouco tempo antes e marcou nos acréscimos contra o Santos.
  • 2021: Contra o Flamengo, o herói foi Deyverson, conhecido por seu jeito folclórico, que aproveitou uma falha de Andreas Pereira na prorrogação.
  • 2023: Pelo Fluminense, o gol do título inédito foi de John Kennedy, um jovem talento que havia sido afastado do elenco meses antes e voltou para fazer história.

5. A Edição Mais Longa da História (2020)

Devido à pandemia global de COVID-19, a Libertadores de 2020 foi a edição que mais demorou para acabar. O torneio foi paralisado por meses e a final, entre Palmeiras e Santos, só aconteceu em janeiro de 2021, no Maracanã, com restrição severa de público. Foi a “Glória Eterna” que testou a paciência e a resistência mental dos atletas como nunca antes.

6. Abel Ferreira: O “Rei de Copas” Europeu

A chegada do técnico português Abel Ferreira ao Palmeiras mudou a tática na América do Sul. Ele se tornou o primeiro treinador europeu a conquistar o bicampeonato consecutivo da Libertadores (2020 e 2021) na era moderna. Sua capacidade de vencer jogos eliminatórios (mata-mata) criou uma nova escola de treinadores no Brasil, que passaram a valorizar mais a estratégia reativa e mental do que apenas o “jogo bonito”.

7. O Fim da “Bombonera” como Pesadelo?

Uma curiosidade estatística das últimas 10 edições é a queda de rendimento do Boca Juniors em casa contra brasileiros. O mítico estádio da Bombonera, antes um local onde brasileiros “tremiam”, viu eliminações recentes para Santos, Corinthians e Internacional (nos pênaltis) ou empates que custaram a classificação. A mística continua, mas o respeito excessivo dos brasileiros parece ter diminuído, fruto da maior confiança técnica e física dos nossos atletas.

O Que Esperar do Futuro?

As últimas 10 edições mostraram que o dinheiro e a organização dos clubes brasileiros criaram uma nova ordem mundial na América do Sul. Para os rivais, resta tentar copiar o modelo de gestão ou torcer para que a zebra passeie nos gramados. Para nós, resta aproveitar a era de ouro do nosso futebol continental.

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