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O Bi na Raça e na Genialidade: Brasil, O Sétimo Campeão Mundial e a Consagração de Garrincha (1962)

O Bi na Raça e na Genialidade Brasil, O Sétimo Campeão Mundial e a Consagração de Garrincha (1962)

O Bi na Raça e na Genialidade: Brasil, O Sétimo Campeão Mundial e a Consagração de Garrincha (1962)

A Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile, não foi apenas a primeira vez que o Brasil defendeu um título mundial; foi a prova definitiva da força do futebol arte e da profundidade da Seleção Brasileira. O Brasil se tornou o sétimo campeão mundial de futebol e o segundo país na história a conquistar o bicampeonato consecutivo (igualando a Itália de 1934-1938).

A conquista foi marcada por um drama inesperado: a lesão precoce de Pelé. No entanto, a Seleção Brasileira demonstrou uma capacidade de superação lendária, impulsionada pela genialidade incontrolável de Garrincha, que assumiu o protagonismo e liderou o time à vitória.

O Contexto de 1962: A Defesa do Título e o Drama de Pelé

O Brasil chegou ao Chile como grande favorito. A base do time campeão de 1958 estava mantida, sob o comando do técnico Aymoré Moreira (que herdou a equipe de Vicente Feola).

O drama, no entanto, veio logo na fase de grupos. No segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, o Rei Pelé sofreu uma grave lesão muscular que o tirou do restante do torneio. O mundo temeu pelo Brasil, mas a Seleção provou que seu talento era mais do que a genialidade de um único jogador.

A Trajetória Impecável: Garrincha Assume o Trono

A Seleção Brasileira passou pela fase de grupos e pelo mata-mata sem ser derrotada, demonstrando uma força coletiva e a individualidade avassaladora de Garrincha, que estava em seu auge.

1. Fase de Grupos: O Início do Drama

DataConfrontoPlacarDestaque
30/05/1962Brasil x México2 – 0Zagallo e Pelé (vitória segura).
02/06/1962Brasil x Tchecoslováquia0 – 0Lesão de Pelé. Amarildo entra no time titular.
06/06/1962Brasil x Espanha2 – 1Vitória de virada, com show de Garrincha e dois gols de Amarildo.

  • A Substituição Brilhante: O substituto de Pelé, Amarildo, entrou com a difícil missão e brilhou, marcando dois gols decisivos contra a Espanha e garantindo a vaga nas quartas.

2. Quartas e Semifinal: O Show de Garrincha

Garrincha, o ponta-direita que encantava com seus dribles imprevisíveis, assumiu a responsabilidade e fez as atuações mais brilhantes de sua carreira, transformando o “Bicampeonato de Pelé” no “Mundial de Garrincha”.

  • Quartas de Final (Brasil 3 x 1 Inglaterra): Garrincha marcou dois gols de cabeça (um deles após rebote de uma bola que ele mesmo chutou na trave) e deu uma assistência. A imprensa chilena o apelidou de “O Anjo de Pernas Tortas”.
  • Semifinal (Brasil 4 x 2 Chile): Contra os anfitriões, Garrincha foi expulso após marcar dois gols espetaculares. Foi a única expulsão de sua carreira, mas a CBF conseguiu reverter a suspensão para a final.

3. A Grande Final: O Bi Consolidado

A final, em 17 de junho de 1962, foi disputada no Estádio Nacional de Santiago, contra a Tchecoslováquia (o mesmo adversário do jogo da lesão de Pelé).

O jogo foi tenso. A Tchecoslováquia abriu o placar. Contudo, o Brasil reagiu imediatamente com um gol de Amarildo. No segundo tempo, o time brasileiro demonstrou sua força coletiva. Zito e Vavá marcaram os gols que selaram a vitória por 3 a 1.

O placar garantiu que o Brasil se tornasse o sétimo campeão mundial de futebol e bicampeão consecutivo, um feito que consolidou a Seleção como a maior força do esporte na década de 60.

Curiosidades da Conquista de 1962

  • O Bicampeonato de Garrincha: Garrincha não apenas foi o protagonista do título, mas também o artilheiro (com 4 gols, ao lado de outros jogadores) e o Melhor Jogador da Copa do Mundo de 1962.
  • A Taça Roubada: Antes da final, a Taça Jules Rimet foi roubada em Londres (embora a notícia só tenha sido divulgada posteriormente). No entanto, o espírito da equipe não foi afetado.
  • A Força do Banco: O Brasil provou ter o elenco mais forte do mundo, com a entrada de Amarildo sendo um fator decisivo para a conquista.

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