Ranking da Folha Salarial dos Clubes da Série A em 2025
A Série A do Campeonato Brasileiro nunca foi tão cara. A injeção de capital via patrocínios, receitas de TV e, principalmente, a estabilidade das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), elevou o patamar dos gastos. Hoje, a diferença entre o líder e o lanterna do ranking de folhas salariais é de mais de R$ 20 milhões mensais, comprovando que o sucesso em campo é, em grande parte, determinado pela capacidade de investimento.
Com base nos dados mais recentes (Relatório Convocados 2025 e análises de mercado), que incluem custos anuais com elenco profissional (salários, direitos de imagem e bonificações), apresentamos o ranking da folha salarial dos times da Série A no Brasil.
O Top 5: O Clube dos R$ 20 Milhões
O ranking é liderado, de longe, pelo Flamengo, que consolidou seu domínio financeiro.
| Posição | Clube | Folha Salarial Anual (R$) | Folha Mensal Estimada (R$) | Destaques Individuais (Salários) |
| 1º | Flamengo | R$ 605 milhões | R$ 36,8 milhões | Jorginho (R$ 2.9 mi), Alex Sandro (R$ 1.8 mi), Bruno Henrique (R$ 1.8 mi) |
| 2º | São Paulo | R$ 452 milhões | R$ 15,5 milhões | Lucas Moura (R$ 1.8 mi), Oscar (R$ 1.8 mi) |
| 3º | Corinthians | R$ 429 milhões | R$ 17,6 milhões | Memphis Depay (R$ 2.9 mi), Yuri Alberto (R$ 1.7 mi) |
| 4º | Palmeiras | R$ 424 milhões | R$ 18,5 milhões | Dudu (R$ 900 mil), Gustavo Scarpa (R$ 1.1 mi) |
| 5º | Fluminense | R$ 378 milhões | R$ 13,2 milhões | Ganso, Marcelo (em patamares mais baixos que os líderes) |
Nota: A folha anual é o dado primário dos relatórios. O valor mensal é uma estimativa calculada, sendo que a folha do Flamengo tem um gasto mensal maior devido a bônus e alto custo de direitos de imagem.
A Classe Média Alta: O G7 da Libertadores
Esses clubes investem consistentemente para brigar por vagas na Libertadores e possuem uma folha robusta, mas geralmente evitam os salários astronômicos do Top 5.
| Posição | Clube | Folha Salarial Anual (R$) | Folha Mensal Estimada (R$) |
| 6º | Atlético-MG | R$ 314 milhões | R$ 18,3 milhões |
| 7º | Grêmio | R$ 305 milhões | R$ 13,6 milhões |
| 8º | Botafogo | R$ 290 milhões | R$ 17,8 milhões |
| 9º | Internacional | R$ 274 milhões | R$ 15,7 milhões |
| 10º | RB Bragantino | R$ 251 milhões | R$ 7,4 milhões |
| 11º | Vasco da Gama | R$ 234 milhões | R$ 10,9 milhões |
| 12º | Cruzeiro | R$ 221 milhões | R$ 21,0 milhões |
Destaque: O Cruzeiro aparece com um gasto anual menor que Fluminense, mas possui uma folha mensal altíssima (estimada em R$ 21 mi), impulsionada por contratações como Gabigol (R$ 2.4 mi) e Matheus Pereira (R$ 1.8 mi) e grandes bonificações.
A Parte de Baixo: O Desafio de Sobrevivência
Os clubes na parte inferior do ranking operam com orçamentos significativamente menores, dependendo de receitas de bilheteria e vendas de jogadores para equilibrar as contas.
| Posição | Clube | Folha Salarial Anual (R$) | Folha Mensal Estimada (R$) |
| 13º | Bahia | R$ 186 milhões | R$ 9,9 milhões |
| 14º | Athletico-PR | R$ 173 milhões | R$ 5,8 milhões |
| 15º | Fortaleza | R$ 168 milhões | R$ 6,7 milhões |
| 16º ao 20º | Cuiabá, Criciúma, Juventude, etc. | Abaixo de R$ 100 milhões | Abaixo de R$ 5 milhões |
Análise: Onde o Dinheiro Faz a Diferença
A disparidade na folha salarial dos times da Série A é o fator mais evidente na disputa pelo título:
- O Fator Flamengo: O clube Rubro-Negro gasta mais que o dobro do terceiro e quarto colocados. Esse poder de fogo permite ao Flamengo atrair e reter estrelas de nível europeu (Jorginho, Alex Sandro) e pagar salários individuais que chegam a quase R$ 3 milhões mensais, um patamar inatingível para a maioria dos rivais.
- SAFs em Ascensão: A chegada de SAFs como Corinthians e Cruzeiro mostra um aumento significativo nos gastos. O Cruzeiro, por exemplo, teve um crescimento de 69% em gastos com elenco em relação ao ano anterior, sinalizando uma agressividade no mercado para garantir o sucesso esportivo imediato.
- Eficiência do Palmeiras: O Palmeiras se destaca por ter a quarta maior folha, mas mantém um alto nível de competitividade e eficiência. O clube conseguiu, inclusive, reduzir seus gastos em 10% no último relatório, provando que é possível ser vitorioso com um elenco caro, mas bem gerido.
A folha salarial é o termômetro do Brasileirão. Ela mostra quais clubes estão dispostos a arriscar mais na busca por títulos e quem terá que depender do brilho das categorias de base ou de achados no mercado para surpreender.
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