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Os 7 Gols Mais “Roubados” da História da Libertadores

Os 7 Gols Mais Roubados da História da Libertadores

Os 7 Gols Mais “Roubados” da História da Libertadores

A Copa Libertadores da América é o torneio mais apaixonante do mundo, mas também o mais polêmico. Marcada pela rivalidade, pela pressão da arquibancada e, inegavelmente, por erros de arbitragem que se tornaram lendas amargas. Antes da chegada do VAR, que tenta (nem sempre com sucesso) trazer justiça, muitos gols que deveriam ter sido anulados foram validados, e vice-versa, mudando para sempre a história de gigantes do continente.

Estes são os 7 gols mais roubados da história da Libertadores, lances onde a falha humana ou a má intenção do apito transformaram o sonho de um time em pesadelo.

1. O Pênalti Invisível de Riquelme (Boca Juniors x Palmeiras, 2001)

A semifinal da Libertadores de 2001 é um trauma para o palmeirense, e o momento de maior revolta ocorreu no jogo de volta, no Parque Antártica. Aos 44 minutos do segundo tempo, com o placar em 2 a 2 (o que levaria a decisão para os pênaltis), o árbitro paraguaio Ubaldo Aquino marcou um pênalti a favor do Boca Juniors em uma jogada em que o zagueiro Alex e Riquelme dividiram a bola.

O Erro: O pênalti foi inexistente. Riquelme, que caiu na área após a disputa, sequer havia tocado na bola. O lance gerou revolta imediata e fez o Boca abrir 3 a 2, obrigando o Palmeiras a correr desesperadamente atrás do empate. Embora o Palmeiras tenha empatado no último minuto (3 a 3), o trauma da decisão controversa ficou na memória. O Boca venceu nos pênaltis e seguiu para o bicampeonato, deixando a sensação de que o erro de Aquino foi crucial para desestabilizar o time brasileiro. Este é um dos mais famosos gols mais polêmicos da Libertadores.

2. O Gol de Mão de Valdeir (Grêmio x Atlético Nacional, 1995)

A final de 1995 é lembrada com carinho pelo Grêmio, mas o primeiro jogo contra o Atlético Nacional, no Olímpico, teve um gol marcado por Valdeir que até hoje é motivo de protesto na Colômbia.

O Erro: O atacante Valdeir marcou o gol da vitória gremista por 3 a 1 após a bola sobrar na pequena área. A imagem mostra claramente que a bola toca no braço do jogador antes de entrar. O árbitro uruguaio Enrique Marín validou o gol, que deu ao Grêmio uma vantagem crucial de dois gols para o jogo de volta. O Atlético Nacional reclamou veementemente, mas o resultado se manteve. A vitória por 3 a 1 em casa deu confiança e tranquilidade para o Grêmio, que segurou o empate na Colômbia e levou a taça.

3. O “Bloqueio” de Cabañas (River Plate x Vélez Sarsfield, 2022)

Um erro recente que causou um verdadeiro escândalo de arbitragem, e que demonstra que o VAR nem sempre é sinônimo de justiça. Pelas oitavas de final, o River Plate precisava reverter a derrota por 1 a 0 para o Vélez Sarsfield. O River marcou um gol com Matías Suárez, que foi revisado pelo VAR.

O Erro: Após uma longa revisão, o gol foi anulado por um suposto toque na mão do jogador paraguaio Cabañas. As imagens do VAR não eram conclusivas e, para muitos, o toque sequer existiu ou foi involuntário. A decisão gerou revolta e, principalmente, a eliminação do River Plate. O lance foi tão absurdo que a própria CONMEBOL teve que se explicar, mas a eliminação dos Millonarios ficou marcada como um dos gols mais roubados da história da Libertadores na era da tecnologia.

4. O Gol Anulado de Vágner Love (Corinthians x River Plate, 2006)

Nas oitavas de final de 2006, o Corinthians precisava vencer o River Plate para seguir na competição. Após perder por 3 a 2 na Argentina, o time paulista buscava a vitória em casa. No momento crucial, Vágner Love marcou o gol que daria a vitória e a classificação ao Corinthians.

O Erro: O gol foi corretamente anulado pelo auxiliar, mas de forma errada. O bandeirinha levantou a bandeira alegando impedimento, quando, na verdade, Vágner Love estava em posição legal. O Corinthians perdeu o jogo e foi eliminado, e o erro de arbitragem foi o principal tema pós-jogo, sendo mais um dos gols mais polêmicos da Libertadores que prejudicou um time brasileiro.

5. O Gol que Classificou o América de Cali (América de Cali x Cerro Porteño, 1998)

Nas quartas de final de 1998, o América de Cali recebeu o Cerro Porteño no jogo de volta. A partida estava tensa e o gol decisivo dos colombianos, marcado por Julián Vásquez, veio após um lance extremamente irregular.

O Erro: O gol foi validado mesmo após um jogador do América de Cali, que estava claramente em posição de impedimento, participar ativamente da jogada e atrapalhar a visão do goleiro. O erro permitiu ao América de Cali vencer e avançar na competição, deixando o Cerro Porteño (Paraguai) com a sensação de ter sido eliminado por um erro grosseiro.

6. O Gol de Mão de Schiavi (Boca Juniors x River Plate, 2004)

O Superclássico na semifinal da Libertadores de 2004 foi um dos mais emocionantes. O Boca Juniors venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e o River Plate tentava reverter no Monumental de Núñez. O gol que abriu o placar para o Boca foi marcado por Rolando Schiavi.

O Erro: O zagueiro do Boca empurrou a bola para as redes após um escanteio, e o replay mostrou que ele usou a mão para desviar a trajetória da bola. O árbitro Héctor Baldassi (Argentina) não viu a irregularidade e validou o gol. O lance gerou uma confusão generalizada e foi crucial para a classificação do Boca nos pênaltis, após a partida terminar em 2 a 1 para o River (no placar agregado). O erro ficou marcado como uma das maiores injustiças em um Superclássico continental.

7. A Mão Salvadora de Zeballos (Boca Juniors x Fluminense, 2012)

O Boca Juniors é, inegavelmente, o clube mais beneficiado e mais prejudicado por erros na história da Libertadores. Mas o lance de 2012, nas quartas de final contra o Fluminense, é um dos mais revoltantes para o torcedor tricolor.O Erro: O atacante argentino Juan Manuel Silva tentou chutar a gol, mas a bola bateu em seu companheiro, Sebastián Perotti. O desvio final, que impediu o gol, foi feito pelo zagueiro Zeballos, que usou a mão para salvar o gol em cima da linha. O árbitro Wilmar Roldán (Colômbia) não marcou o pênalti nem expulsou o jogador. O Fluminense acabou empatando, mas foi eliminado. A não marcação de um pênalti claro, que poderia ter dado a vitória e o avanço ao Fluminense, é considerado um dos erros de arbitragem mais graves que a Libertadores já testemunhou.

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